Pirapitinga (Piaractus brachypomus), uma opção para a aquacultura latino-americana. Metodologia para a confirmação de espinhas intramusculares em estágios iniciais de desenvolvimento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22579/20112629.831

Palavras-chave:

Pirapitinga, raios-x, sem espinhas, ultrassom

Resumo

A produção de pescado da aquicultura na Colômbia vem aumentando ano a ano, passando de produzir 102.460 toneladas ao ano em 2013 para 202.956 toneladas em 2023, sendo as espécies mais cultivadas a Tilápia, truta, pirapitinga e camarão. A pirapitinga (Piaractus brachypomus), originária da bacia dos rios Orinoco e Amazonas e seus afluentes, é a principal espécie nativa produzida na Colômbia. A pesar disto, seu consumo e comercialização limitam-se devido à presença de espinhas intramusculares (EIM). Alguns autores reportaram indivíduos de pirapitinga sem espinhas intramusculares procedentes de lotes de produção na região sudeste da Colômbia, cujo diagnóstico foi confirmado se apoiando em ultrassonografias, raios-x e tomografia axial computorizada (TAC). Outros autores reportaram a presença de indivíduos de tambaqui (Colossoma macropomum) sem espinhas intramusculares na região norte do Brasil, confirmando esta particularidade anatômica a través de imagens de raios-x y ultrassonografias. Este projeto tem como objetivo realizar seguimento com ultrassom e raios-x em juvenis de pirapitinga desde as 3 g até a identificação das espinhas intramusculares e encontra-se em desenvolvimento. Para o anterior, tem sido realizados ultrassonografias e raios-x em 100 indivíduos acompanhando seu crescimento periodicamente as 3, 15, 30 y 50 g de peso. Constatou-se que as EIM podem ser vistas em indivíduos de 15g de peso a través de ultrassonografia e em indivíduos de 50g puderam ser identificadas a traves de raios-x (no entanto, o projeto continuará o acompanhamento periódico em indivíduos de 100, 200, 300 y 600 gramas). Conclui-se até aqui que a ultrassonografia é uma ferramenta que pode identificar mais cedo a presença de espinhas intramusculares do que os raios-x (15 g vs 50 g) e devido a que é precisa mais evidência, continuaremos realizando os dois tipos de imagens nos diferentes pesos dos indivíduos.

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Biografia do Autor

  • Ana María Carolina Quintero-Pardo, Universidade Estadual Paulista

    Zootecnista formada pela Unesp de Botucatu, Especialista em Agricultura Biodinâmica pela Uniube - MG, Mestre em Aquicultura (Área: Comportamento de Peixes) pela Caunesp - Unesp, Jaboticabal e atualmente Doutoranda em Zootecnia pela Unesp, Campus de Jaboticabal. Possuo experiência nas áreas de Nutrição e Alimentação Animal, Qualidade de Produtos de Origem Animal, Produção Animal, Aquicultura (piscicultura, comportamento de peixes e ranicultura), Certificação de Produção Orgânica e Biodinâmica. Intérprete de Português e Espanhol

  • Henry Omar Meneses-Martínez, Universidad Nacional de Colombia

    Médico veterinário, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Nacional da Colômbia. Suas áreas de especialização incluem radiologia (diagnóstico por imagem), medicina de pequenos animais e semiologia. Sua carreira acadêmica atual concentra-se no ensino e na pesquisa na área de diagnóstico por imagem em diversas espécies de interesse nacional, incluindo a cachama de cara branca (Piaractus brachypomus)

  • Luis Artur Loyola-Chardulo, Universidade Estadual Paulista

    Graduação em Zootecnia pela Unesp - Botucatu, SP., mestrado em Zootecnia pela Unesp - Botucatu, SP, em 1996, na área de Nutrição e Produção Animal e doutorado em Zootecnia pela Unesp - Jaboticabal, SP., na área de Produção Animal (2000). Atualmente é Professor Associado da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho no Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - FMVZ em Botucatu, SP. Tem experiência na área de Zootecnia, com ênfase em Biologia do Tecido Muscular Esquelético, atuando principalmente nos seguintes temas: Metabolismo do tecido muscular esquelético de bovinos, Crescimento do tecido muscular em animais de alto desempenho, Ciência da Carne, Qualidade de carne bovina, Genética da carne bovina, Bovinos de corte e Nelore. Atualmente é coordenador-líder do Laboratório de Ciência e Qualidade da Carne (LCQC) da FMVZ - Unesp - Botucatu/SP

  • Luis Gabriel Quintero-Pinto, Universidad Nacional de Colombia

    Ampla experiência em produção de peixes, com ênfase em espécies nativas; desenvolvimento de sistemas de produção para peixes de alimentação e ornamentais; avaliação das necessidades alimentares e nutricionais de peixes e utilização de ração digestível; inovação em sistemas de produção por meio de policultivo, tecnologias emergentes como RAS, bioflocos e simbióticos, com aplicações para peixes de alimentação e ornamentais. A recente preocupação com os custos da ração me levou a desenvolver uma linha de pesquisa em utilização integrada de peixes e no desenvolvimento de dietas alternativas. Da mesma forma, a busca por alternativas de diversificação levou a uma linha de trabalho apoiada em análise molecular e diagnóstico por imagem para estabelecer as características de peixes com número reduzido de espinhos intermusculares

Referências

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Publicado

2025-06-26

Edição

Seção

Ciências agrícolas

Categorias

Como Citar

Pirapitinga (Piaractus brachypomus), uma opção para a aquacultura latino-americana. Metodologia para a confirmação de espinhas intramusculares em estágios iniciais de desenvolvimento. (2025). Orinoquia, 29(1), e-831. https://doi.org/10.22579/20112629.831

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